Casar é…

A Marina e o Pedro são o meu xodó! Não, não é por serem (sim porque serão sempre!) os fotógrafos do meu casamento… Mas sim por serem quem são, por terem crescido nesta área, por mostrarem garra e vontade de vencer. São especiais porque me trouxeram até aqui, colocando à superfície de mim o que estava escondido!

Não são fotógrafos com muitos anos de profissão na área de casamentos. E ainda bem! São uma esponja pronta a absorver o que considerem ser o melhor do que aprendem e traduzem as emoções com a mesma intensidade do amor que os une.

Tinha dito que eram o meu xodó… Temos sempre um preferido. Temos sempre um calcanhar de Aquiles. Temos sempre alguém que nos faz sorrir mais do que os outros. Não são os que mais aparecem aqui no blog. Mas são, os que desde sempre me deram força e acreditaram no meu trabalho e na minha energia para fazer algo novo.

Quando recebo algum trabalho deles fico muito feliz por de alguma forma poder dar-lhes um pouco daquilo que me têm dado ao longo destes anos – é verdade já lá vão dois anos e uns pouquinhos! Admiro-os muito e espero que este meu cantinho na imensidão da Internet possa dar-nos muitas alegrias – e a todos os que se unirem a este projecto!

E claro que o casamento da Ana e do David chegou em boa hora. Um casamento descontraído onde o essencial era viver o amor juntamente com a família e os amigos mais próximos. Um casamento que poderia ter tudo de tradicional mas os noivos decidiram tomar as rédeas do evento e fizeram-no à sua medida com os seus desejos e gostos.

Para os noivos que têm medo de arriscar, de fugir do protocolo, fica aqui um excelente exemplo do que realmente é importante no dia do casamento! Na voz dos noivos. Eu sei que já me ouviram muitas vezes dizer esta mesma frase, mas, não me canso de a repetir: o casamento é para os noivos e não para os convidados! Se se puder unir as duas coisas na perfeição melhor ainda! E é tão fácil! Vejam só:

Procurámos fazer deste dia, mais que a celebração de um momento, a celebração dos melhores anos das nossas vidas e da perspectiva do nosso inseparável futuro. Não procurámos alargar a lista de convidados de acordo com as convenções sociais. Procurámos sim reunir um grupo de pessoas cuja amizade e familiaridade as tornassem importantes para nós. Afinal, um dia especial só o seria se também fossem especiais as pessoas que dele fizessem parte, tudo isto num ambiente de relativa informalidade, quebrando algumas convenções e permitindo que as pessoas circulassem livremente e se sentassem onde quisessem.

A escolha do espaço traduziu também a nossa afinidade para com a natureza e, nesse espírito, a decoração foi definida ao pormenor com a simpática equipa da R&S no sentido não de criar elementos decorativos impactantes mas, pelo contrário, elementos decorativos que complementassem o cenário, ajudando a criar um ambiente de ruralidade e -lá está!- ajudando ao espírito de informalidade. Houve especial cuidado na utilização de plantas aromáticas de modo a alargar o leque de sensações proporcionadas pelos diferentes espaços.

A festa também teve que ter um cunho muito pessoal. A sinalética foi feita por nós (Ana e David) recuperando algumas paletes usadas, as almofadas foram feitas pela Ana e pela sua mãe, o licor de cereja (do Fundão, pois claro!) que foi oferecido mais tarde aos convidados, foi feito pela minha mãe. Também como recordação, oferecemos aos convidados pequenos medronheiros, árvore que abunda nas faldas da Serra da Gardunha, pelos caminhos que eu e a Ana costumamos percorrer nas nossas caminhadas e cujos frutos a Ana aprecia bastante.

Planeámos, preparámos e vivemos o dia num ambiente de festa, descontracção e convívio e isso começou logo na véspera, com a reunião de familiares e amigos que nos ajudaram a arrumar e decorar todo o espaço. Vivemos e adorámos cada momento, cada sorriso, cada abraço. Se também é verdade que o grande dia se esfumou demasiado rápido, não o é menos que não poderia ter corrido de outra forma. Não houve lugares marcados, os noivos não se sentaram em lugar de destaque. Foi uma festa de celebração dos laços da família, da amizade, do amor. Foi mágico.

Como manda a tradição a união deu-se na terra da noiva, Viana do Castelo, mas a terra do noivo, e onde vivem actualmente, Fundão, também não ficou esquecida!

Enfim, é tão fácil ser feliz e fazer com que os convidados se sintam em casa sem perder a tradição mas dando sempre um toque de modernidade a este dia! Depois deste relato, que foi coroborado pelos Fotografamos não tenho dúvida que é mesmo como dizem a Ana e David: “aqui entre nós, se não tivéssemos feito parte da organização, teríamos adorado ter sido convidados para este casamento!”. Quem não gostaria?

Podem ver mais fotos deste casamento cliquem aqui!

 

Inspirem-se!

 

 

Fotos: Fotografamos | Recepção: Quinta do Bento Novo  | Vestido de noiva: Rembo Styling –  em Moda Café | Fato do Noivo: Sacoor Brothers | Maquilhagem: Jenny Make Up Land |Cabeleireiro: Marta – Deep Senses |Decoração: Romântica & Sofisticada – Decoração Floral Low cost | Material gráfico: Catarina Marques |Música: Contraponto e Ali Baba Eventos |Catering: Vianinha Catering | Sushi: Expresso do Oriente

 

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