A responsabilidade é vossa

Tendemos a pensar que os casamentos seguem todos um protocolo desde o momento em que pensamos casar até ao dia em que subimos ao altar. Mas, ainda bem, que cada vez mais a tradição se vai perdendo.

Não me interpretem mal! Eu adoro tradições, acho que são demasiado importantes para serem perdidas e acredito que temos obrigação de as passarmos de geração em geração para que perdurem e os nossos antepassados tenham as suas raízes e as suas memórias sempre vivas na nossa família.

Faz-me lembrar o facto da minha sogra contar imensas histórias dos seus pais, de quando eram garotos e jovens. Só desta forma podemos ver como os tempos mudam e como obrigatoriamente nós temos de acompanhar esta mudança, criando novas tradições, novas forma de vida, que têm da mesma forma de ser respeitadas e acarinhadas. Tal como as histórias dos nossos avós e bisavós.

Os casamentos estão a passar por esta mudança mas a emoção e o amor continua lá, mesmo que o corte do bolo não seja no fim da festa, mesmo que a noiva não vá de branco, mesmo que não haja bacalhau!

O que interessa mesmo neste caso, é que o que perdura são os laços, as crenças, a ideia do casamento e do que ele significa, a força da união. A palavra casamento em si é a própria tradição. O que ela encerra lá dentro, as cores, os motivos, os sexos…isso, são detalhes!

A Cláudia e o Marco são de Fafe, onde se casaram, na Igreja São Matriz de Regadas. A festa teve lugar na Quinta do Xisto e durou até de madrugada, com muitas boas surpresas. Os noivos, que são bastante ligados à música, surpreenderam-nos com o seu apurado gosto musical, dando-nos uma enorme liberdade criativa para realizarmos o filme deste casal fantástico!

A maquilhagem foi feita pela noiva, bem como o vestido, que ela própria desenhou, e as flores e a decoração também estiveram a seu cargo! Não seriam flores de laranjeira mas foram as flores do casamento da Cláudia e do Marco. Não se vão esquecer delas sejam ou não as tradicionais flores. Não se vão esquecer de como dançaram juntos de olhos fechados, como se mais ninguém estivesse naquela sala.

E nós não nos vamos esquecer do suspiro do noivo, das lágrimas da noiva, das mãos dadas como que a cerrar os punhos para nunca mais se largarem, porque a Maria Imaginária o captou na perfeição. Como disse o tradicional padre nesta missa “a responsabilidade é vossa, como dizia o outro, façam o favor de ser felizes”! E o resto, são favas contadas!

 

Inspirem-se!

 

Vídeo: Maria Imaginária | Fotografia: Ricardo Silva (Tales of Light)

 

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